Há alguns anos, a minha ansiedade de mundo - naquela época incontrolável - fez com que me candidatasse ao programa da AIESEC, que seleciona universitários ou recém-formados para participar de uma plataforma na qual é possível fazer applications para empregos em empresas ou ONGs pelo mundo afora.
Lá fui eu fazer todas as etapas da seleção, prova de inglês, dinâmica em grupo e uma entrevista final. Durante a entrevista, a menina que me entrevistava perguntou-me onde eu estaria daqui a dez anos e o quê eu estaria fazendo. Eu prontamente respondi que não fazia a menor idéia. Naquele momento senti que a entrevista tinha desandado e minha vaguinha no mundo tinha ido por água abaixo. Saí da entrevista arrependida de ter dado uma resposta tão espontânea e não ter me mostrado uma pessoa decidida, com grandes objetivos - que é o que imagino que eles queiram. O arrependimento passou e continuei caminhando.
Pois é. Mas quem imaginaria que alguns 4 ou 5 anos depois eu viria parar em Nagóia?...Onde fica isso mesmo?
E daqui a dez anos onde eu estarei? Sei lá....
7 comentários:
Odeio esse tipo de pergunta. Essa pressão social que existe em ter objetivos tão determinados que, por mais ousados que sejam, tornam-se entediantes. Vivemos o inesperado.
AQUIIIIIII!!!!!!
será???????
não creio. vc continuará voando como sempre sonhou (e carregando uma penca de filhinhos, junto com o marco)
Júlia, querida você vai estar sempre no meu coração!!!!!!!!!! como ele é grande, tem uma vaguinha para o Marco também!
beijos da madrinha!!!
E por onde andará aquela que lhe fez a pergunta? No mesmo lugar?
Para mim, apesar da distância, vocês estão sempre por perto.
Beijos.
Julia, minha filha "japonesa", como dizia seu avô Abreu. Esta pergunta vc já tem tem a resposta " até onde meus pés me levarem" e que Deus abençoe sempre estes seus pés e seu caminho.
Jú, a vida nos prega muitas surpresas e é justamente isso que a torna maravilhosa! Aproveitem esse momento e deixe o coração e a cabeça sempre abertos para o novo e inesperado. Bjos da tia
Ju, essas perguntas são para os monótonos que gostam de paragens com hora de chegada e saída. Quando a gente tem coceira no pé de correr o mundo, a pergunta nem cabe. beijos, Paula
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