Finalmente, instalados. Mais uma casa. A segunda em Nagóia, já que o nossa primeira parada num apartamento mobiliado não deixou de ser nossa casa por quase dois meses. Lá estávamos muito bem acomodados, confortáveis, tanto que tínhamos até preguiça de imaginar que teríamos de pegar toda nossa tralha - umas quatro malas enormes já desmanchadas - e partir para um outro apartamento. Mudar não foi a parte mais chata; chato foi acampar por quase duas semanas, depois de nossa mudança atrasar e ainda coincidir com um dos maiores feriados japoneses no começo do mês.
Mas enfim nossas coisas chegaram, e não sabia eu que seria tão bom receber, aí sim, nossa enorme tralha... Não lembrava que tínhamos tantas coisas, ou melhor, nem sabia que eram tantas assim - e o inexplicável é que nosso apartamento aqui é quase 30 m2s maior do que em Brasília e só agora achamos que temos coisas demais. Vai entender. De todo modo, ver nossos móveis chegarem foi uma sensação muito boa, confortante, a sensação de que a vida continua e que é a mesma não importa onde estivermos. Parece que a vista da janela se tornou um detalhe, perdeu a força quase onipresente de nos lembrar do lugar onde estamos. Parece que a nossa casa ganhou mais sentido, se tornou novamente nosso referencial, por mais que este sentido de casa tenha se transformado, se tornado apenas o lugar onde estamos, o lugar que teremos para dormir. E mais do que antes, estar em Nagóia, estar no Japão, parece ter simplesmente o sentido de estar em casa. Meio confuso mesmo... rs.
7 comentários:
Espero que sejam muito felizes na casinha nova!! Precisamos conhecer....
mandem fotos!
Um beijo enorme, Rô (berta)
Ah, que bom! Temos novamente notícias de vocês. Tava saudosa. Felicidades na nova casa com as velhas tralhas.
Beijos, beijos e mais beijos.
Nina
Olha, você nem imagina o que é tentar instalar uma internet na sua casa, no país da tecnologia... e ainda quando instalam vem tudo em japonês, vê se pode. rs
e a alfabetização em japones, como fica? Achei que vocês, depois de 3 meses, já dominavam a lingua. Afinal falar "arigatô" é tão fácil...
Beijos, beijos e mais beijos (de novo)
Nina
esse sentido de casa é o sentido do lar. lar doce lar!!!! Onde quer que seja, o lar é sempre o porto seguro. Que vocês sejam sempre muito felizes, onde quer que estejam.
beijos com muitas saudades!
letícia
Como a Letícia (a quem nao conheco) sinto que o lar, a casa, é uma construicao, paciente, lenta, feliz para aproveitar cada passo nesse proceso. Parabéns...Assim sera como a gente nao vai perder as raíces: construindo e preservando o lar, com independencia do lugar. E nem falar quando as criancas chegarem...Beijos com saudades para os dois. Juancito.
Oi, Juan! Agora que a nossa mudança chegou estou me dando conta realmente que esse lugar aqui é nossa nova casa. Concordo que todo esse sentimento aumenta ainda mais com os filhos, mas crianças só no próximo lar...
Um beijo!
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