terça-feira, 18 de janeiro de 2011

deu no uol notícias


Nevou em Nagóia:


É verdade. Eu vi. E, ao contrário do que quer fazer crer aquela mulher e muitas outras japonesas, faz frio.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Japão abaixo de zero

A previsão de neve em Nagóia sempre falha e o visual branquinho passa ao longe. Os sinais de neve nas montanhas no horizonte foi só aumentando a nossa ansiedade de curtir um frio, até que fomos para Nagano passar o feriado de Ano Novo.

Enfim, vidros embaçados, gelo na estrada, neve nos telhados e primeira tentativa de snowboard!! Não preciso nem comentar que o primeiro dia foi um desastre total. Tombos atrás de tombos, enquanto o Marco passava por mim deslizando como se fosse a coisa mais fácil do mundo. E não preciso nem dizer que de noite eu já estava absolutamente quebrada. Mas era 31-12, e nós não iríamos comemorar a virada do ano? Dormimos, colocamos o despertador, acordamos e vimos os fogos da janela do quarto. Foi bem gostoso e bem representativo desse nosso momento aqui no Japão. Apenas senti falta de pular umas ondinhas, mas tudo bem, porque o ano novo foi branquim branquim!


vista do quarto em Nagano

A empolgação com a neve foi tanta que no fim de semana seguinte fomos para Sapporo. Isso sim que foi frio! E não poderíamos deixar de fazer mais uma tentativa no snow! Posso dizer que a neve estava novinha e os tombos foram deliciosos! Sapporo é uma cidade muito bacana, comida excelente, e o que mais nos impressionou é que a cidade inteira fica coberta de neve, ruas e calçadas que se tornam enormes pistas de patinação no gelo, e ninguém parece se afetar muito com isso.

E o melhor: temos até março para curtir o Japão abaixo de zero.

Sapporo negativo



pedala!



fábrica da Sapporo

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Filme revelado, lembranças encontradas

Há muito não escrevemos, havia muito que não revelava um filme. Reflexo do tempo, desses mais de nove meses que se passaram, da relativa rotina que se instaurou, da aquietação do nosso olhar e dos nossos sentimentos, nessa terra que já se tornou a nossa casa, pelo menos por agora. Este momento tem sido bom, tem sido diferente, diferente de antes, de antes de tudo, de antes e do começo, uma sensação de viver o novo sem a ansiedade da extrema novidade, um prazer de viver um estranho, mas conhecido. Mais ou menos como revelar um filme antigo e encontrar memórias, que de certo modo se cristalizam naquela imagem, nova, mas conhecida.



China, agosto


Um morto muito louco em Shirahama, setembro


Nara, novembro



Kyoto, dezembro

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Nara, 23/11














domingo, 21 de novembro de 2010

Yes, nós temos tosquice

Depois de duas semanas no Brasil-sil-sil, voltamos à terra do Godzilla. A viagem de volta foi destruidora, interminável. Está comprovado: o Japão fica do outro lado do mundo. E foi exatamente esta a percepção que ficou de nossa visita.

O Brasil está tão longe do Japão, que acho difícil falar em diferenças; simplesmente, é outro mundo. O bacana foi curtir esse contraste, que aguçou a minha percepção e também me deixou maravilhado com as coisas mais simples. A diversidade das pessoas, as caras diferentes foram chocantes. Ir à padaria tomar uma média e comer um pão na chapa, ouvindo o pessoal falar de futebol, de que não sou fanático, e o atendente chamando a cliente de "linda" foi incrível. Uma epifania que me custou menos de 3 reais, o que não paga nem o oxigênio no Japão. Mas, certamente influenciado pelos ares nipônicos, a impressão que ficou - à la Très de Marchand - é a de que o Brasil é o lugar da tosquice, lugar para não se levar muito a sério. Para bem, para mal.

Não que tosco seja ruim. Não chega a ser como um colega disse sobre viver em Angola, que bom não é, mas que também não é tão mau assim, ou seja, é uma merda. No nosso caso, só acho mesmo que não dá para nos levar muito a sério. Aí as coisas ficam até divertidas.

A começar pelo aeroporto. Para não ser muito crítico, deixando de lado os comentários sobre as 3 esteiras de bagagem e os nossos agentes de imigração, que são terceirizados, só digo que o banheiro da sala de imigração tem dois mictórios, um dos quais estava quebrado, coberto com um saco plástico de supermercado - é claro, quem é que precisa de dois pra mijar (desculpem-me, moças distintas). A parte boa disto é que não estamos querendo passar uma impressão equivocada àqueles que chegam. Yes, nós temos tosquice.

A catraca do ônibus. Esta crítica não é nem com base nos padrões japoneses - não vi catraca em ônibus nem na China, onde educação não abunda. A catraca chega até ser bonita, belo desenho, mas que é tosco, é tosco. Lixo na rua, bituca de cigarro na calçada, falar alto ao celular, quando não no nextel no viva voz, em público... tosquices nossas de cada dia.

Não sei se também ainda influenciado pelos ares nipônicos, achei tudo muito divertido, ou quase tudo. Sim, às vezes é muito estressante - mas quem mandou levar a sério? Pode beirar a tristeza, mas o tosco pode ser divertido, pode ser leve, libertador. Não se levar a sério é uma atitude que traz leveza. Se é bom para a sociedade, aí já é outra história. Como falava com o João, viva a tosquice! Viva-a!
Saudades de vocês.

sábado, 2 de outubro de 2010

Mão na massa!!

Adoramos comida japonesa. Mas mesmo aquilo que adoramos, às vezes cansa... A vontade de comer uma comidinha caseira, o calor infernal na rua, a falta de opção para comer num domingo depois das 15h00, e alguma inspiração, me fizeram botar a mão na massa pra valer nos últimos meses.

No dia mesmo que voltamos de viagem da China, a vontade de comer uma comida feita em casa fez com que eu me metesse a fazer um pão recheado para o lanche. Não saiu perfeito, mas para uma primeira experiência foi um sucesso. Gostei da experiência e já repeti a receita. A segunda tentativa, modéstia à parte, ficou excelente! Depois do segundo pão, eu e o Marco nos animamos e compramos uma máquina de abrir pasta (e viva a Amazon!). Essa deu um trabalho danado, mas ficou ótimo também! Depois dos pães e da massa fresca, foi a vez do Gnocchi. Pedi a receita da Maíra, e lá fui eu! Cozinhei batata, descasquei batata, amassei batata, temperei, enrolei, cortei.... e não é que é fácil?!

O Marco, como um bom macho, foi à caça e trouxe um bom vinho! (tenho que admitir que ele fez o molho também... esses caçadores de hoje em dia estão muito modernos)

E voilà!



Ficou muito bom! Tenho que dar os devidos créditos ao Marco, que me despertou o gosto pela cozinha, e à Pati - a minha chef predileta - que me ensinou a começar do zero, cortar a cebola, o tomate, picar tudinho, fazer todo o "mis en place", caprichar na apresentação... e cujo amor pela cozinha me inspira toda vez que vou encará-la. Não posso esqueçer dos pães que vi a minha Avó Luzia fazer, da moqueca da minha Mãe (juro que minha cozinha é beeeeem menos bagunçada que a sua, Mãe!) e do purê de damasco da minha Avó Cida, que já está na lista dos pratos que vou preparar para o Natal.


segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Mais da China
















domingo, 26 de setembro de 2010

Festa em Tokyo

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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

não aqui, mas lá na China

lá na China você...


encontra um canal impressionista em meio ao caos urbano de Pequim,



se depara com um templo no alto de um morro pairando
sobre um lago gigantesco repleto de flores de lótus,


visita a muralha da China,


visita mais um pouco da muralha da China,


se encanta com intermináveis telhados quase-esculpidos,


se surpreende com mais um lago gigantesco no meio de Pequim,


entende de onde saíram as lojas de produtos chineses,




e é claro encontra chineses bem legítimos.