sábado, 2 de outubro de 2010

Mão na massa!!

Adoramos comida japonesa. Mas mesmo aquilo que adoramos, às vezes cansa... A vontade de comer uma comidinha caseira, o calor infernal na rua, a falta de opção para comer num domingo depois das 15h00, e alguma inspiração, me fizeram botar a mão na massa pra valer nos últimos meses.

No dia mesmo que voltamos de viagem da China, a vontade de comer uma comida feita em casa fez com que eu me metesse a fazer um pão recheado para o lanche. Não saiu perfeito, mas para uma primeira experiência foi um sucesso. Gostei da experiência e já repeti a receita. A segunda tentativa, modéstia à parte, ficou excelente! Depois do segundo pão, eu e o Marco nos animamos e compramos uma máquina de abrir pasta (e viva a Amazon!). Essa deu um trabalho danado, mas ficou ótimo também! Depois dos pães e da massa fresca, foi a vez do Gnocchi. Pedi a receita da Maíra, e lá fui eu! Cozinhei batata, descasquei batata, amassei batata, temperei, enrolei, cortei.... e não é que é fácil?!

O Marco, como um bom macho, foi à caça e trouxe um bom vinho! (tenho que admitir que ele fez o molho também... esses caçadores de hoje em dia estão muito modernos)

E voilà!



Ficou muito bom! Tenho que dar os devidos créditos ao Marco, que me despertou o gosto pela cozinha, e à Pati - a minha chef predileta - que me ensinou a começar do zero, cortar a cebola, o tomate, picar tudinho, fazer todo o "mis en place", caprichar na apresentação... e cujo amor pela cozinha me inspira toda vez que vou encará-la. Não posso esqueçer dos pães que vi a minha Avó Luzia fazer, da moqueca da minha Mãe (juro que minha cozinha é beeeeem menos bagunçada que a sua, Mãe!) e do purê de damasco da minha Avó Cida, que já está na lista dos pratos que vou preparar para o Natal.


segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Mais da China
















domingo, 26 de setembro de 2010

Festa em Tokyo

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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

não aqui, mas lá na China

lá na China você...


encontra um canal impressionista em meio ao caos urbano de Pequim,



se depara com um templo no alto de um morro pairando
sobre um lago gigantesco repleto de flores de lótus,


visita a muralha da China,


visita mais um pouco da muralha da China,


se encanta com intermináveis telhados quase-esculpidos,


se surpreende com mais um lago gigantesco no meio de Pequim,


entende de onde saíram as lojas de produtos chineses,




e é claro encontra chineses bem legítimos.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

nem aqui, e nem na China

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Matamos nossa curiosidade de China. Pequim, Xi'an e Xangai. Faltou uma ida ao interior, um lugar ainda intocado, mas até que deu para sentir como é esse país gigante, que certamente toma proporções muito maiores no imaginário de muita gente.

Pequim é enorme, tudo é quilométrico, uma andadinha até ali demorava horas. Tem chinês para burro, é verdade, mas nada que alguém que pegue o metrô em Shibuya ou na Praça da Sé às 18h00 não esteja acostumado. O Beihai Park e o Summer Palace com lagos cercados de chorões nos surpreenderam muito!

Xi'an é praticamente uma Pequim em miniatura, com o mesmo trânsito caótico, os mesmos taxistas tentando explorar os turistas, uns restaurantes ainda mais sujos. Mas, surpreendentemente lá tivemos um dos dias mais agradáveis da viagem, e não foi nos famosos Guerreiros de Terracota, não. Saímos caminhando de manhã, num dia quase-chuvoso, não tão quente. Encontramos uma dessas "feirinhas hiipies" de domingo que eu a-do-ro (ainda que não compre nada), passeamos um pouco e depois fomos à muralha que circunda toda a cidade. A muralha foi construída na era Quin e reconstruída na Ming (uma coisa que aprendi é que se perguntarem algo sobre a China, responda que foi na era Ming que você tem grandes chances de acertar), mas ainda tem seu charme. Alugamos uma bicicleta dupla (quem nunca quis andar nessas bikes de 2?) e demos a volta toda na cidade em cima da muralha - 14km. Foi muito gostoso! Xi'an não deve ter nem a metade do charme que devia ter na época da rota da seda, mas valeu!


Xangai é um mundo a parte. Pudong é aquilo mesmo que se vê na TV - uma estação interplanetária -, mas o que surpreende não é Pudong em si. Curtimos muito o Bund, antiga concessão inglesa à beira do rio, na margem oposta a Pudong, o lado ultra-moderno. A arquitetura dessa área da cidade é boa prova da influência européia. Os prédios são todos no estilo ocidental, mas super bem conservados, bem iluminados e ainda têm a vista de Pudong. Uma ótima caminhada noturna! Todos esses prédios foram tomados pelo governo durante a revolução e, hoje em dia, são geridos pela iniciativa privada por concessão. Nitidamente, a cidade é muito mais ocidentalizada, prédios enormes, mais estrangeiros, bares e restaurantes "para gringos"... mas não deixa de ser China. Depois de Pequim e Xi'an, estávamos encantados com Xangai, mas ainda no primeiro dia um homem catarrou no chão dentro do trem do metrô bem do nosso lado. Afe.



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Em Pequim e Xangai, lojas LV, Prada, Gucci, e cia. - todas legítimas - não acabam mais. As pessoas tomam mais coca-cola que aqui no Japão, as estações de metrô têm propagandas de chiclete americano que cobrem todas as paredes. Tem Audi e Range Rover à beça.... Mas aí a pergunta que nos vinha à cabeça... cadê o tal do comunismo?! Ou, pelo menos, os seus vestígios? Ah... acho que nem aqui e nem na China!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A ameaça estrangeira


Na porta de um caixa eletrônico, um cartaz com dicas de segurança. A ameaça: cara de japonês é que ela não tem. Xenofobia? Talvez. Talvez os estrangeiros dêem alguma razão para isso. Já visitei uma prisão e notei que há muitos deles presos, mas longe de serem a maioria.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

terça-feira, 27 de julho de 2010

A mão que balança a cama

Um dia nós sabíamos que isto aconteceria. Mais cedo ou mais tarde. Assim, de repente, sem aviso prévio, quem sabe até mesmo em má hora. E foi exatamente assim. Às 06hs10 da manhã, acordei pensando, meio irratado, Mas que raios a Ju está fazendo?! Poxa! não basta roubar o lençol toda noite, me deixar com frio, agora deu para balançar a cama! É cada uma... Abro um olho, o outro, levanto a cabeça, olho pro lado e nada. A Ju, inocente: dormia tranquilamente. Quem balançava era a própria cama, a televisão, a cortina, a escrivaninha, o prédio todo. Ixi, Ju, acho que é terremoto... É. Se piorar a gente levanta e... e faz o quê mesmo? Silêncio. Bom, acho que é isso, vamos dormir mais um pouco, que temos um tempinho ainda. 3 pontos na escala herbert richards.

domingo, 25 de julho de 2010

Expedição Fuji-san (a saga)


A corrida pela bota já tinha sido uma aventura e tanto. Entrar no trem às 13h33 depois de ter conseguido conquistar um novo par de botas às pressas já era uma recompensa. O que viesse depois ia ser fichinha... afinal, se nosso colegua de trabalho, bem parrudo e com uma barriga prá lá de calejada havia chegado ao cume, nós é que não ficaríamos no meio do caminho. hãrrã. Mal sabíamos o que nos esperava.


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Após o trem, tomamos um ônibus, que atravessou as nuvens e nos levou até a 5ª estação da trilha Fujinomiya, a cerca de 2400ms de altitude. Um pouco de descanso, de adaptação a altitude, para começarmos a subir às 19h06 - bem à moda japonesa. Escurecia. A lua crescente dava o tom da noite, subindo conosco sua trilha no horizonte. A cena noturna era incrível. Silhuetas humanas à luz da lua caminhando acima das nuvens. Aos poucos as lanternas de cabeça se acendiam e ascendiam, formando constelações humanas noite adentro. Algumas poucas pessoas faziam o caminho de volta e nos saudavam com um konichiwa e às vezes com um gambate!, o adorado mote japonês de estímulo e coragem. Assim seguimos, dizendo para nós mesmos gambate! a cada vez que o cansaço apertava, que o fôlego ficava para trás e que o frio e o sono apertavam cada vez mais.


Parando de estação em estação - seriam mais sete até o cume -, dando uma cochilada de vez em quando, comendo um snack aqui e outro ali e injetando pulmão adentro com nossas latas de oxigênio, chegamos cansados e contentes ao topo por volta das três e pouco da madrugada. Com um frio de lascar, um breu danado e o restaurante de lamem, onde supostamente faríamos nossa refeição, fechado, fomos procurar um bom lugar para ver o sol nascer.


Sem conseguir subir nem mais que uma pedra de 20 cm, apontamos para o leste e nos recostamos num canto alto, perto de onde uma ou outra pessoa já haviam acampado. Debaixo do nosso cobertor de alumínio, rezamos para o vento aquietar, para o sol nascer o mais rápido possível ou quem sabe para que uma lavazinha que fosse aparecesse por ali para nos esquentar. Dos 30º e tantos graus de Nagóia passamos para uns 0º tranquilamente. E, não sei se devido às nossas preces, o sol aos poucos nasceu para nossa alegria. Demorou, mas nasceu.



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Com a luz, vimos que as poucas pessoas que estavam ali quando chegamos, passaram a ser centenas. Diferente não poderia ser, afinal isso aqui é o Japão e gente é que não falta. Vimos também nosso caminho de volta, pelo qual não aguentávamos mais esperar. Passamos pela cratera e seguimos caminho. E aí é que o pior nos esperava. Fazer o caminho de volta foi simplesmente destruidor. No começo estávamos achando baba. A trilha de volta bem menos íngreme nos fez pensar que rapidamente estaríamos lá embaixo para tomar o ônibus de volta. Mais uma ilusão. Pernas cansadas, sol apertando, fome também. Cadê o meu lamem?! e a cada esquina que dobrávamos víamos que o fim não chegava nunca. Resumindo a história, caminhamos, ou melhor, nos arrastamos até 5ª estação em mais ou menos 5 horas, para nossa sorte tomarmos o último ônibus da manhã, às 10h51 em edição extraordinária - o próximo seria só às 15h30. Chegamos em casa por volta das 16hs acabados, prontos para dormir, aí sim, sem paradas até o dia seguinte. Ufa. Sem dúvida foi inesquecível, mas para mim nunca mais! Agora eu entendo porque dizem que é o tipo da coisa para se fazer uma vez na vida... rs Se alguém quiser uma boa dica sobre o Monte Fuji, há uma porção de hotéis com ofurô à beira de um lago, com vista para a montanha que são um beleza...